PERMACULTURA

Permacultura é o planejamento e a manutenção conscientes de ecossitemas agriculturalmente produtivos, que tenham a diversidade, estabilidade e resistência dos ecossistemas naturais. É a integração harmoniosa das pessoas e a paisagem, provendo alimento, energia, abrigo e outras necessidades, materiais ou não, de forma sustentável.
O design na permacultura é um sistema para unir componentes conceituais, materiais e estratégicos em um padrão que opera para beneficiar a vida em todas as suas formas.
A filosofia por trás da Permacultura visa trabalhar com a natureza, e não contra esta. É um trabalho de observação do mundo natural (...) Necessitamos observar os sistemas em todas as suas funções, ao contrário de exigir somente um produto destes.
O objetivo é a criação de sistemas que sejam ecologicamente corretos e economicamente viáveis; que supram suas próprias necessidades, não explorem ou poluam e que, assim, sejam sustentáveis a longo prazo.
Acredito que a harmonia com a natureza é possível somente se abandonarmos a idéia de superioridade sobre o mundo natural. Lévi-Strauss disse que o nosso erro mais profundo é o de sempre julgarmo-nos "mestres da criação", no sentido de estarmos acima dela. Não somos superiores a outras formas de vida; todas as criaturas vivas são uma expressão de Vida. Se pudéssemos ver essa verdade, poderíamos entender que tudo que fazemos a outras formas de vida, fazemos a nós mesmos.
A Permacultura é um sistema pelo qual podemos existir no planeta Terra utilizando a energia que está naturalmente em fluxo (...) sem destruirmos a vida na Terra.
(...) em culturas humanas sustentáveis, as necessidades energéticas do sistema são supridas pelo mesmo sistema. A agricultura moderna de latifúndios é totalmente dependente de energias externas. Essa mudança de sistemas permanentes produtivos (onde a terra pertence a todos) para uma agricultura anual e comercial (onde a terra é considerada uma mercadoria), envolve a mudança de uma sociedade de baixo consumo energético para uma de alto consumo, com o uso da terra de uma forma exploradora e destrutiva, com uma demanda de fontes de energia externas, principalmente supridas por países do "terceiro mundo", como combustíveis, fertilizantes, proteína, trabalho (...)
A produção agrícola convencional não reconhece seus custos verdadeiros: a terra é minada em sua fertilidade para produzir grãos e vegetais anuais (...) a terra sofre erosão pelo excesso de animais nela mantidos (...) terra e água são poluídas com produtos químicos.
Não podemos mais arcar com os custos verdadeiros de nossa agricultura. Ela está matando nosso mundo, e nos matará.
(...) tudo de que necessitamos para uma vida boa está nos esperando. Sol, vento, pedras, mar, pássaros e plantas nos cercam. A cooperação com todas essas coisas nos traz harmonia...
O design na permacultura é um sistema para unir componentes conceituais, materiais e estratégicos em um padrão que opera para beneficiar a vida em todas as suas formas.
A filosofia por trás da Permacultura visa trabalhar com a natureza, e não contra esta. É um trabalho de observação do mundo natural (...) Necessitamos observar os sistemas em todas as suas funções, ao contrário de exigir somente um produto destes.
O objetivo é a criação de sistemas que sejam ecologicamente corretos e economicamente viáveis; que supram suas próprias necessidades, não explorem ou poluam e que, assim, sejam sustentáveis a longo prazo.
Acredito que a harmonia com a natureza é possível somente se abandonarmos a idéia de superioridade sobre o mundo natural. Lévi-Strauss disse que o nosso erro mais profundo é o de sempre julgarmo-nos "mestres da criação", no sentido de estarmos acima dela. Não somos superiores a outras formas de vida; todas as criaturas vivas são uma expressão de Vida. Se pudéssemos ver essa verdade, poderíamos entender que tudo que fazemos a outras formas de vida, fazemos a nós mesmos.
A Permacultura é um sistema pelo qual podemos existir no planeta Terra utilizando a energia que está naturalmente em fluxo (...) sem destruirmos a vida na Terra.
(...) em culturas humanas sustentáveis, as necessidades energéticas do sistema são supridas pelo mesmo sistema. A agricultura moderna de latifúndios é totalmente dependente de energias externas. Essa mudança de sistemas permanentes produtivos (onde a terra pertence a todos) para uma agricultura anual e comercial (onde a terra é considerada uma mercadoria), envolve a mudança de uma sociedade de baixo consumo energético para uma de alto consumo, com o uso da terra de uma forma exploradora e destrutiva, com uma demanda de fontes de energia externas, principalmente supridas por países do "terceiro mundo", como combustíveis, fertilizantes, proteína, trabalho (...)
A produção agrícola convencional não reconhece seus custos verdadeiros: a terra é minada em sua fertilidade para produzir grãos e vegetais anuais (...) a terra sofre erosão pelo excesso de animais nela mantidos (...) terra e água são poluídas com produtos químicos.
Não podemos mais arcar com os custos verdadeiros de nossa agricultura. Ela está matando nosso mundo, e nos matará.
(...) tudo de que necessitamos para uma vida boa está nos esperando. Sol, vento, pedras, mar, pássaros e plantas nos cercam. A cooperação com todas essas coisas nos traz harmonia...












3 Comments:
Tudo isso embasado por uma cultura de sociedade de consumo que já entrou em colapso, todos consumindo , consumindo, consumindo..... e gerando lixo! a humanidade precisa se redimiir com a natureza, é certo o nosso fim, mas a vida não se trata de consumir, e sim viver e garatir a vida para as futuras gerações.
seu blog é o melhor!
se você sabe falar inglês éis o meu sítio, já tenho traduzido em inglês diversos textos (o mesmo de maria lacerda de moura também)!
veja aqui
viva a tua propia anarquia
http://situationist.gq.nu
creio que foi em 2003 que li pela primeira vez algo sobre "permacultura"... foi no site www.rizoma.net, mas naquele tempo não fui estudar a fundo a questão... neste ano, em 2007, fiz um curso de "planejamento sustentável", chamado Educação Gaia, na Universidade do Meio Ambiente e Cultura de Paz, que fica ao lado do Viveiro Manequinho Lopes...durante este curso pude conhecer melhor o que é permacultura... antes de tudo é preciso dizer que o conceito de "permacultura" foi elaborado por dois sujeitos, Bill Mollison e David Holmgrem, ambos australianos, durante a década de 1970, que foi a década em que a ecologia e os problemas ambientais começeram a ser discutidos pelas "grandes instituições", tipo ONU, e também pela mídia burguesa... apesar de a "questão ecológica" já ter mais de 80 anos, foi só nos últimos vinte ou trinta que os "meios de comunicação de massa" passaram a explorar o assunto, e muitas vezes por um ângulo político que deseja disfarçar os aspectos mais nocivos do capitalismo industrial, ou então apresentar o problema numa perspectiva "científica" que mais se parece com as "testemunhas de jeová" clamando pelo fim do mundo...merda! basta de tolices e ilusões...de qualquer forma, penso que a forma do problema será em grande parte modelada pelos nossos fantasmas inconscientes...como hoje em dia a ecologia não é somente uma "disciplina científica", mas se tornou um receptáculo das mais diversas emoções, desejos e opiniões, não resta dúvida que este "campo da subjetividade" merece ser investigado pela psicologia social, não para daí se extrair algum tipo de "lei" ou "princípio", nem para se fazer "teoria", mas como uma espécie de interrogação sobre o uso que certos grupos sociais ou indivíduos empenhados em específicas práticas ecológicas, fazem da linguagem e dos conceitos da ecologia...ora, o que eu quero dizer é que a psicologia social teria um papel político: investigar a linguagem e as práticas discursivas dos "ecologistas" que servem para certos fins, para justificar ações sociais, para legitimar seus projetos... ver até onde esse discurso ecológico se funde com as mensagens hegemônicas da mídia burguesa, do estado, da moral cristã, do mais ordinário senso comum jurídico, até que ponto os "revolucionários" ecologistas não são marcados pela tara jacobina da legalidade, do contrato, do consenso, do acordo, da institucionalização, e como e até que ponto o "discurso" ecologista não é uma repetição, uma clonagem, uma mesmísse de antigas crenças, nada científicas, que revelam sintomas psiquicos cujos fundamentos ocultos, latentes, são desconhecidos...
um desses sintomas, ao meu ver, é o desejo de Absoluto, de esposar uma "idéia fixa", de adorar um totem, um mito social que possibilite coesão ao movimento coletivo...eu me pergunto qual pode ser o grau, a força, a intensidade desta vontade de submissão ao IDEAL...desse modo, eu me pergunto se o que se assiste, dentro do movimento ecológico, não é uma substituição de um Ídolo por outro....ora, a função da psicologia social não é "normalizadora", não pretende fazer uma crítica "regulatória", o que seria ridículo, mas questionar o sentido político de certas "crenças" que permeiam a "ecologia" enquanto movimento social, e não apenas como um "galho" da biologia...o que eu pessoalmente temo, depois dos fracassos que foram as revoluções de 1789 e 1917, é os mesmos erros históricos se repetirem...uma verdadeira revolução está em gestação na civilização ocidental e a permacultura é um elemento essencial desta revolução, todavia, eu, como um filho espiritual de todas as rebeliões, indago seriamente sobre o significado político que os discursos ecologistas podem tomar no futuro...
em breve voltarei a escrever sobre este assunto...
parabéns Nigro e Ismael pelo blog...saúde e paz.....
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