EM DEFESA DA NOSSA SOBERANIA


Na última terça-feira, como fazemos há mais de quatro anos, assistimos às aulas do nosso amigo, o físico Luiz Alberto Oliveira, nas quais são debatidos os problemas da vida, da filosofia, deste estranho mundo em que vivemos.

Nessa noite, prevaleceu em nossa conversa a notícia, divulgada pela imprensa, de que o Prêmio Nobel de Física tinha sido concedido a John Mather e George Smoot. E, durante meia hora, Luiz Alberto discorreu sobre a matéria, entusiasmado com a descoberta daqueles cientistas que apuravam a teoria do Big Bang, há tantos anos adotada.

Interessados, acompanhamos as explicações do nosso amigo sobre o assunto. E foi já tarde, pelas 23h, que o problema do segundo turno das eleições presidenciais nos ocupou, cada um expondo o que pensava sobre o que poderá ocorrer, todos a apoiar Lula.

E no calor da discussão comentou-se a campanha odiosa levantada contra ele durante todo o período que precedeu as eleições.

Tinha de me manifestar também, e apresentei um motivo -a meu ver, suficiente- para justificar a defesa que fazemos da permanência de Lula no poder.

Insisti em que ele seria indispensável para o movimento de protesto contra o imperialismo norte-americano que se espalha pela América Latina. Movimento para o qual o Brasil se faz fundamental, por ser o país mais importante deste continente em que estamos.

Outro presidente menos interessado no problema, mais preocupado em atender às pressões dos Estados Unidos -esquecendo-se da nossa Amazônia, tão ameaçada-, romperia esse movimento em defesa da América Latina que o Brasil, a Venezuela, a Argentina e a Bolívia vêm sustentando corajosamente.

Precisamos não nos iludir com o argumento de que a política violenta do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começa a declinar. Quem sabe se, diante do que ocorre, ela não vai se tornar mais cruel ainda -e o inesperado surge de repente?

Vivemos em um momento no qual a defesa da pátria e da sua soberania entre nós não pode ser esquecida. E, para isso, a integração de todos os países que compõem a América Latina se faz essencial.

Nas discussões políticas, a crítica quase sempre é levada a voltar atrás para descobrir erros cometidos no passado.

Nós, que estamos a favor de Lula, gostaríamos que isso ocorresse para comprovar que ele sempre permaneceu solidário com aqueles que lutam pela defesa da América Latina -de mãos dadas com Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Evo Morales.


Oscar Niemeyer


2 Comments:

At sexta-feira, 13 outubro, 2006, Anonymous Anônimo said...

olá, sempre bom o conteudo aqui.
estou sempre visitando.
bons textos & boa musica.
tá na minha lista de favoritos.

 
At sexta-feira, 24 novembro, 2006, Anonymous Anônimo said...

esse texto do niemayer me dá vontade de vomitar...

escolher entre pt e psdb é o mesmo que escolher entre merda quente e merda fria...

e por que o deslize nacionalista, estatal, patriótico?

fazer uma crítica à política externa estadunidense desse jeito ridículo, estatal, é de uma ingenuidade monstruosa...

quem disse que nos quatro anos de lulismo a Amazonia esteve protegida dos ataques mercantis que devastam a floresta?

lula é o maior sindicalista pelego da história... fala que governa para o bem dos pobres mas a realidade é bem outra... nunca os grandes banqueiros e exportadores tiveram tantos lucros... e a transposição do rio são francisco, que é um projeto federal, visa atender em primeiro lugar as grandes fazendas do agronegócio...

lula é uma fraude... e de socialista só tem a retórica...

 

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