CONTRA A LÍNGUA

1. o colonizador ainda é espectro vivo dentro da carne saindo como sangue pelas palavras pela escrita pelo ritmo pela estrutura das narrativas. essa presença nefasta e ridicula precisa cessar: não ha corpo verdadeiro sem alma criada por ele sem corpo recriado por essa alma.
2. essa luta não persegue a substituição de uma lingua por outra. a guerrilha é nossa lingua. sem meta: nunca seria instaurar uma lingua brasileira mas ser contra todas as linguas. a do colonizador em especial.
3. é preciso uma guerra irregular (guerrilha terrorismo carnaval orgia) contra a língua-portuguesa contra sua gramatica contra sua logica. a força dessa guerrilha deve se dar em profundidade não somente na superficie.
4. sem teoria filosofia linguistica outra gramatica outra cultura mas movimento aleatorio fluido intocavel sem alvo. não luta personalista contra instituições escritores gramaticos mas pontual. por isso nunca se oferecer como alvo. a luta é por dentro nas beiradas nos descuidos: desnaturalizar e desuniversalizar.
5. não medir forças: os inimigos são mais fortes. o campo lingua-portuguesa e imenso bem guardado bem justificado e nós mesmo somos os sensor os professor os vigia os delator os guarda os advogado os juiz e os carrasco: o preconceito linguistico é preconceito social. é não ouvir o outro na sua dimensão mas no universal da-nação. exatamente no campo da lingua do colonizador.
6. o ataque a modificação a desnaturalização a desistoricização se revela inesperadamente no proprio ataque procurando sempre pontos fracos brechas irregularidades escondidos não vigiados não esperados aquilo que ja se insinua na oralidade na indignação no pensamento nos deslize.
7. defesa passiva sem confronto sem batalhas. não ha nada a perder nada a defender.
8. quem tem o controle da lingua tem muito o que cuidar amparar expor. é preciso mobilidade ubiguidade independencia falta de comunicação e de organização.
9. não manter as dissoluções os ataques as interferencias mas atacar em outro lugar usando sempre pouca força negando tudo ao inimigo.
10. sempre e onde a lingua se manifestar. tanto nas multiplas formas lugares e sujeitos do texto quanto em todos os hipertextos e suas redes. lutar sempre em suas proprias condições no seu campo com suas armas: deixem os cães latirem.
11. armas e armações: repetições ambiguidades replicações jogo de espelhos labirintos hibridismos orgia dissimulação imitação ruido cacofonia aliteração assonancia silabada elipse inversão anacoluto silepse metafora parafrases metonimia sinedoque antitese anafora aliteração barbarismo pleonasmo estrangeirismo solecismo colisão arcaismo cinismo conexões teratologicas reenvios erros alteridades canibais: modos de des-fazer: tudo isso com leveza rapidez exatidão visibilidade consistencia rigor consciencia indignação beleza maestria tecnica concisão exatidão intensidade completude fragmentação intransitividade utilidade impessoalidade desterritorialização visualidade e sonoridade: o terrorismo companheiro da guerrilha dentro da hegemonia deve agir com todos os materiais do seu casulo: o verossímil a mimese o mimetismo as crenças as esteticas e as politicas dos fluxos imaginarios criando o real não corroido nem por um simples terrorismo nem por atuação integrada ordeira gramatical e politicamente correta. enganar eles com sua própria ilusão.
12. alargar o maximo possivel esgarçar na mesma medida do hipertexto fazendo o maior numero de ataques. lutar com livros artigos cartas palestras aulas conversas imeius saites romipeiges: o sutil por dentro a dissolução escondida.
13. ficar num esconderijo provisorio multiplo em fluxo sem nome mudando de nome sem sobrenome sem tempo e lugar. não buscar ser organização instituição dicionario gramatica ou estado futuro: é a propria guerrilha que se difunde sem articulação sem teoria: soltar minas que soltam minas que soltam minas sem fim: a ideia as formas as praticas do ispam-talho por dentro dos hipertextos.
14. lutar sem pensar em vitoria sem base. atacar sempre o inimigo não somente aonde ele não espera como tambem quando ele não esta: se meter na boca do monstro quando o monstro estiver dormindo e cagar la dentro. atacar e fugir.
15. se apoderar do que não é nosso: modificar ele: transgredir: retraçar seus caminhos e logicas remontar fazer fluir refazer seus consumidores seus leões de chacara.
2. essa luta não persegue a substituição de uma lingua por outra. a guerrilha é nossa lingua. sem meta: nunca seria instaurar uma lingua brasileira mas ser contra todas as linguas. a do colonizador em especial.
3. é preciso uma guerra irregular (guerrilha terrorismo carnaval orgia) contra a língua-portuguesa contra sua gramatica contra sua logica. a força dessa guerrilha deve se dar em profundidade não somente na superficie.
4. sem teoria filosofia linguistica outra gramatica outra cultura mas movimento aleatorio fluido intocavel sem alvo. não luta personalista contra instituições escritores gramaticos mas pontual. por isso nunca se oferecer como alvo. a luta é por dentro nas beiradas nos descuidos: desnaturalizar e desuniversalizar.
5. não medir forças: os inimigos são mais fortes. o campo lingua-portuguesa e imenso bem guardado bem justificado e nós mesmo somos os sensor os professor os vigia os delator os guarda os advogado os juiz e os carrasco: o preconceito linguistico é preconceito social. é não ouvir o outro na sua dimensão mas no universal da-nação. exatamente no campo da lingua do colonizador.
6. o ataque a modificação a desnaturalização a desistoricização se revela inesperadamente no proprio ataque procurando sempre pontos fracos brechas irregularidades escondidos não vigiados não esperados aquilo que ja se insinua na oralidade na indignação no pensamento nos deslize.
7. defesa passiva sem confronto sem batalhas. não ha nada a perder nada a defender.
8. quem tem o controle da lingua tem muito o que cuidar amparar expor. é preciso mobilidade ubiguidade independencia falta de comunicação e de organização.
9. não manter as dissoluções os ataques as interferencias mas atacar em outro lugar usando sempre pouca força negando tudo ao inimigo.
10. sempre e onde a lingua se manifestar. tanto nas multiplas formas lugares e sujeitos do texto quanto em todos os hipertextos e suas redes. lutar sempre em suas proprias condições no seu campo com suas armas: deixem os cães latirem.
11. armas e armações: repetições ambiguidades replicações jogo de espelhos labirintos hibridismos orgia dissimulação imitação ruido cacofonia aliteração assonancia silabada elipse inversão anacoluto silepse metafora parafrases metonimia sinedoque antitese anafora aliteração barbarismo pleonasmo estrangeirismo solecismo colisão arcaismo cinismo conexões teratologicas reenvios erros alteridades canibais: modos de des-fazer: tudo isso com leveza rapidez exatidão visibilidade consistencia rigor consciencia indignação beleza maestria tecnica concisão exatidão intensidade completude fragmentação intransitividade utilidade impessoalidade desterritorialização visualidade e sonoridade: o terrorismo companheiro da guerrilha dentro da hegemonia deve agir com todos os materiais do seu casulo: o verossímil a mimese o mimetismo as crenças as esteticas e as politicas dos fluxos imaginarios criando o real não corroido nem por um simples terrorismo nem por atuação integrada ordeira gramatical e politicamente correta. enganar eles com sua própria ilusão.
12. alargar o maximo possivel esgarçar na mesma medida do hipertexto fazendo o maior numero de ataques. lutar com livros artigos cartas palestras aulas conversas imeius saites romipeiges: o sutil por dentro a dissolução escondida.
13. ficar num esconderijo provisorio multiplo em fluxo sem nome mudando de nome sem sobrenome sem tempo e lugar. não buscar ser organização instituição dicionario gramatica ou estado futuro: é a propria guerrilha que se difunde sem articulação sem teoria: soltar minas que soltam minas que soltam minas sem fim: a ideia as formas as praticas do ispam-talho por dentro dos hipertextos.
14. lutar sem pensar em vitoria sem base. atacar sempre o inimigo não somente aonde ele não espera como tambem quando ele não esta: se meter na boca do monstro quando o monstro estiver dormindo e cagar la dentro. atacar e fugir.
15. se apoderar do que não é nosso: modificar ele: transgredir: retraçar seus caminhos e logicas remontar fazer fluir refazer seus consumidores seus leões de chacara.
Alberto Lins Caldas
CONHEÇA O MADEIRISMO
Manifesto Madeirista:
DOWNLOAD: MEDESKI, MARTIN & WOOD- COMBUSTICATION - 1998 - 192Kbps
http://rapidshare.com/files/17221926/MMW_Combustication_1998.rar.html











2 Comments:
os textos de Alberto Caldas mergulham em muitos rios-linguagens
permeia as ciencias humanas e filosofias história oral e hermenêutica... mas isso não é fundamental... sua obra se direciona prioritariamente para a literatura/ a literatura como terrorismo/ "terrorismo poético"...
sua preocupação essencial não é política, mas como ele mesmo me disse por imeiul, uma "punheta de fogo contra o mundo", "literatura é punheta"...
quem quiser conhecer essa punheta leia o livro de contos BABEL...
nesse livro já se percebe alguns ataques contra a gramática, mas eu imagino que os seus proximos livros serão ainda mais perturbadores...
sobre a questão a linkwa putagueza
temujus qui fodela no cu estuprar a gramatyka du colonizadwr sem pretende criar nova lingua brazinazileira portantu terrorismo guerrilha sem teoria abolindo preconceitos lyngwystykus é cum mobylidadez falta dy cumunicazaum sem nada defender o terrorismo por dentro das ejemonyas dissolvendo atacar sem manter lutar com livros artigos na oralidade cotydyana sodomizar o verbo o logos a lyngwa não buscar organizaçaum instituiçaum bandeira hynu estado ou mercado lutar sem pensar em vitória u-tupi-a paraísu se apoderar se apropriar da lyngwa du coloniza-dor para fodela no cu só yssu
bem adolescente e treceiro mundista.
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